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Mulheres no Agronegócio: Conectando Brasil e África, Quebrando Barreiras e Construindo Legados: Como Líderes Femininas Estão Transformando a Agricultura em Dois Continentes

  • 8 de dez. de 2025
  • 11 min de leitura

Atualizado: 9 de dez. de 2025

Em uma indústria há muito dominada por homens, as mulheres não estão apenas participando, elas estão liderando, inovando e redefinindo o que é possível na agricultura. Desde os sofisticados mercados de commodities/especialidades do Brasil até os prósperos empreendedores de agronegócios da África, as mulheres estão provando que, quando têm acesso igualitário a recursos, treinamento e oportunidades, não apenas têm sucesso, elas se destacam.


Os Pioneiros Brasileiros: Liderança Através da Inovação




Stéphanie Ferreira Gobato: Redefinindo a Liderança Rural

Uma agrônoma formada pela Universidade de São Paulo e criada em uma família de pecuaristas, Stéphanie Gobato agora atua como Presidente da Comissão Nacional da Mulher no Agronegócio da poderosa Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sua mensagem é clara e poderosa: "As mulheres rurais sempre trabalharam duro, mas agora elas entendem seu lugar, seu poder e seu direito de estar onde as decisões são tomadas." Gobato acredita que as mulheres trazem contribuições únicas para o agronegócio, especialmente em comunicação, trabalho em equipe e resiliência. Sob sua liderança, a Comissão trabalha para fortalecer os comitês locais de mulheres, reconhecer talentos e apoiar a formação em liderança e inovação em todo o vasto cenário agrícola do Brasil. O impacto da representação não pode ser subestimado. "As mulheres agora estão ocupando espaços que antes não imaginavam." Quando veem outra mulher liderando, pensam: 'Eu também posso estar lá,'" explica Gobato.



Kassiane Thayna: Superando a Adversidade para Impactar Líder na Indústria do Café no Brasil

A história de Kassiane Thayna é de resiliência e paixão. Nascida com uma deficiência visual, ela superou obstáculos enquanto crescia em uma fazenda familiar no interior do Brasil. Abraçando seus desafios, Kassiane assumiu mais responsabilidades na produção de café da fazenda, eventualmente tornando-se conhecida por seu café premium premiado. Além dos campos, ela influencia mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, TikTok e YouTube, compartilhando sua jornada de superação e inspirando outros. Seus posts ressoam com amantes de café, aspirantes a agricultores e mulheres em todo o mundo, demonstrando que o sucesso não é definido pelas suas circunstâncias. Kassiane também é autora de "Cultivando Sonhos: Uma Jornada do Café à Confiança," inspirando muitos a perseguirem suas paixões apesar dos obstáculos. Em sua comunidade, ela quebra barreiras, provando que qualquer pessoa pode impactar a agricultura e além, independentemente de gênero ou habilidade.




Liliane Queiroz: De 35 Bois a uma Operação de um Milhão de Dólares

Conhecida na indústria como "a dama do agro," Liliane Queiroz recebeu apenas 35 cabeças de gado como presente de seu sogro no início dos anos 2000 em sua fazenda no Norte de Minas Gerais. O que aconteceu a seguir é nada menos que notável.

Ela transformou esse pequeno rebanho em uma operação que agora abriga até 3.000 animais em confinamento com genética de qualidade. Seu sucesso não veio apenas da força física, mas de uma gestão estratégica, visão de futuro e uma paixão pelo campo.

"Você precisa mostrar que entende do negócio. As mulheres precisam trabalhar lado a lado com suas famílias, aprendendo e agindo com confiança," ela aconselha as aspirantes a agricultoras. Sua história ressoa porque representa uma verdade mais ampla: as mulheres enfrentam obstáculos no acesso ao crédito, à gestão e aos mercados competitivos, mas podem e devem ocupar seu lugar no setor agrícola.




Ticiane Vitoria Figueiredo: A Mente Jurídica Impulsionando o Agronegócio Brasileiro

Uma respeitada advogada de agronegócios, Ticiane tornou-se uma voz de destaque em um dos setores econômicos mais poderosos do Brasil. Conhecida por sua perspicácia jurídica e profundo entendimento das dinâmicas dos negócios rurais, ela construiu uma reputação por orientar produtores, empresas e investidores através do complexo mundo da legislação agrícola, regulação fundiária e conformidade ambiental. Sua influência vem não apenas de sua expertise técnica, mas também de seu compromisso em fortalecer e modernizar as bases legais do agronegócio brasileiro. Ticiane defende o crescimento sustentável, a segurança jurídica e os pilares de planejamento estratégico dos quais os empreendimentos rurais de hoje dependem. Para as mulheres no setor, ela serve tanto como exemplo quanto como defensora. Sua trajetória mostra que a liderança no agronegócio não se limita ao campo; ela também prospera no tribunal, nas salas de negociação e nas discussões políticas. Ao ocupar esses espaços com autoridade e confiança, ela inspira mais mulheres a reivindicarem seu lugar na formação do futuro da economia rural do Brasil.




Fabiana Alves: Apostando na Agricultura Sustentável

Como CEO do Rabobank Brasil, Fabiana Alves traz uma liderança experiente e conhecimento no setor de alimentos e agricultura, que inclui produção, processamento e manejo de gado. Sua visão vai além dos lucros. "Primeiro, eu queria inspirar outras mulheres a assumirem posições de liderança e não hesitarem em explorar seu potencial, preparando-se para serem líderes impactantes," compartilha Alves. Ela está usando sua plataforma para fechar a lacuna entre as conquistas agrícolas do Brasil e a percepção global, defendendo a inovação sustentável, o empoderamento comunitário e a liderança ética.



Os Agentes de Mudança Africanos: Inovação Encontra Determinação



Jane Maigua: Construindo uma Potência Exportadora no Quênia

Jane Maigua é a CEO da Exotic EPZ, uma empresa de processamento e exportação de nozes de macadâmia com sede em Nairóbi. A empresa foi reiniciada em 2017 sob a liderança de Jane e expandiu seu fornecimento da Holanda para uma base crescente de clientes nos EUA, Espanha, Alemanha, Itália e China. O que torna essa conquista ainda mais notável? Jane tem duas sócias, Charity Ndegwa e Loise Maina, e juntas elas estabeleceram a única empresa de processamento e exportação de propriedade exclusivamente feminina na cadeia de valor da macadâmia na África Oriental.

O impacto da empresa vai muito além dos três fundadores. A Exotic EPZ emprega mais de 100 trabalhadores, dos quais 85% são mulheres e 75% são jovens, e obtém suas nozes cruas de mais de 5.000 pequenos agricultores.



Dr. Emma Naluyima: De Pequeno Agricultor a Líder Agrícola Inovador em Uganda

A Dra. Emma não começou com vastas terras ou grande capital. Formada como veterinária, ela voltou para casa determinada a transformar seu terreno de uma acre em um modelo de eficiência e sustentabilidade. Ao combinar pecuária, produção de culturas e reciclagem de resíduos orgânicos, ela criou uma fazenda integrada que alimenta sua família, gera uma renda forte e inspira agricultores em toda Uganda.

Hoje, ela é uma agripreneur premiada, reconhecida por sua abordagem prática e baseada em ciência para a agricultura. "Quando vi como cada parte da fazenda podia apoiar a outra, soube que tínhamos criado algo poderoso", ela frequentemente compartilha ao falar com jovens agricultores e estudantes. Sua jornada tem um significado especial em comunidades onde as mulheres raramente são vistas como inovadoras agrícolas. Ao desafiar as expectativas e provar o que é possível até mesmo no menor pedaço de terra, ela está abrindo portas para inúmeras mulheres e jovens na agricultura.



Yemisi Iranloye: Como Uma Mulher Está Transformando a Indústria da Mandioca na Nigéria

Yemisi Iranloye é fundadora e CEO da Psaltry International Limited, amplamente reconhecida como a “Rainha da Mandioca” na Nigéria. Ela transformou a mandioca de uma raiz de subsistência em uma grande commodity agroindustrial. Desde a criação da Psaltry em 2005, em Ado-Awaye (Estado de Oyo), a empresa passou a processar mais de 10.000 toneladas de mandioca por ano, produzindo amido alimentício, farinha de mandioca e o primeiro sorbitol derivado de mandioca da África, abastecendo empresas globais como Nestlé, Unilever e Nigerian Breweries.

Sua abordagem se baseia no empoderamento rural: trabalha com mais de 5.000 pequenos agricultores, garantindo preços justos, capacitação e demanda estável, um impacto que já transformou a vida de mais de 100.000 famílias na região.

“Ao colocar os pequenos agricultores no centro da agricultura industrial, estamos reformulando o significado da mandioca, de subsistência para prosperidade sustentável’’, afirma.



Rebecca Tshuma: Fresco da Fazenda à Mesa na África do Sul

Rebecca Tshuma, fundadora da empresa de alto crescimento Becks Foods, está construindo uma reputação por fornecer alguns dos produtos mais frescos e saudáveis diretamente da fazenda. Em um país onde a segurança alimentar é primordial, o modelo de negócios de Rebecca atende a uma necessidade crítica. Desde grandes varejistas de alimentos até a indústria de hospitalidade, os clientes comerciais procuram fornecedores confiáveis, de alta qualidade e com produtos frescos para atender às suas necessidades, e a Becks Foods está crescendo para estar lá para eles.



Sheila Uwibona: Construindo Cooperativas que Empoderam em Ruanda

Sheila Uwibona, fundadora da Ubuntu Women Farmers para produtores de mel, compartilhou a missão de sua cooperativa de empoderar mulheres na agricultura promovendo práticas sustentáveis e oferecendo oportunidades de liderança para agricultoras. Seu modelo demonstra que o sucesso não é apenas individual, é coletivo. Ao organizar mulheres agricultoras em cooperativas, Sheila está criando sistemas que elevam comunidades inteiras.



Os Desafios Compartilhados: Diferentes Continentes, Barreiras Semelhantes

Apesar de operarem em contextos muito diferentes, as mulheres no agronegócio brasileiro e africano enfrentam obstáculos notavelmente semelhantes, como:


Acesso a Recursos

No Brasil, apesar de as mulheres liderarem mais de um quarto das fazendas do país e ocuparem 19% dos cargos de gestão nas agroindústrias brasileiras, os desafios persistem. As mulheres na agricultura ainda enfrentam barreiras significativas, incluindo acesso limitado à terra, crédito, insumos agrícolas e mercados, além da persistência de estereótipos de gênero.

A situação espelha a África, onde os agronegócios liderados por mulheres tendem a permanecer pequenos, fragmentados e informais, lutando para se sustentar e se expandir em empresas bem organizadas e lucrativas.


A Lacuna de Financiamento

A maioria das pequenas e médias empresas de agronegócio lideradas por mulheres no continente geralmente precisa de um aporte de capital inferior a $50.000. As mulheres têm consistentemente demonstrado maior solvência do que os homens, frequentemente reembolsando os empréstimos dentro dos prazos acordados. No entanto, o acesso ao financiamento continua a ser um desafio. Na África, as mulheres recebem menos de 1% do financiamento de crédito destinado às atividades agrícolas, o que restringe sua capacidade de expandir seus negócios.


Expectativas Culturais

Tanto no Brasil quanto na África, as mulheres frequentemente assumem responsabilidades duplas em casa e no local de trabalho. Simone Bossa de Paula, Vice-presidente da Comissão Nacional do Brasil, afirma: "Nós somos as que gerenciam, planejam e implementam." É hora de demonstrar o quanto as mulheres contribuem para o crescimento do nosso setor.

Muitas mulheres equilibram as exigências de seus papéis profissionais com suas responsabilidades como esposas, mães e cuidadoras do lar, o que pode ocasionalmente ser visto como uma barreira para o progresso em suas carreiras.


O Que Cada Continente Pode Aprender com o Outro


Lições do Brasil para a África: Sistemas e Estrutura


As mulheres africanas podem adotar estratégias das empreendedoras brasileiras para ajudá-las a superar esses desafios e adquirir as habilidades necessárias para fazer seus negócios crescerem, como:


1. Programas de Formação Profissional

O investimento do Brasil na educação agrícola tem sido transformador. Treinamento direcionado e assistência técnica individualizada podem superar barreiras estruturais à participação das mulheres na agricultura. As nações africanas podem adaptar esses modelos, criando programas de certificação que concedam às mulheres credenciais reconhecidas por compradores e financiadores.


2. Advocacia Organizada

A Comissão Nacional de Mulheres na Agricultura no Brasil trabalha para fortalecer os comitês locais de mulheres, reconhecer talentos e apoiar a formação em liderança e inovação. Essa abordagem estruturada de advocacy garante que as vozes das mulheres cheguem às mesas de tomada de decisão.


3. Integração nos Mercados Formais

As mulheres brasileiras conseguiram penetrar com sucesso nas cadeias de suprimentos formais. A chave? Qualidade consistente, padrões profissionais e poder de negociação coletiva através de cooperativas e associações.



Lições da África para o Brasil: Inovação e Resiliência


1. Modelos de Negócios Centrado na Comunidade Modelos de Negócios Centrados na Comunidade

As empreendedoras africanas se destacam na construção de negócios que priorizam o impacto comunitário junto com os lucros. Modelos como o de Jane Maigua, que se concentram no emprego juvenil, oferecem modelos para um agronegócio socialmente responsável.


2. Salto Tecnológico

Pretty Dlamini, uma líder em agtech que lidera a eFama com mais de 20 certificações em computação em nuvem, cibersegurança e blockchain, está transformando a cadeia de suprimentos agrícola da África através da inovação digital. As mulheres africanas estão adotando tecnologia de ponta para contornar as limitações da infraestrutura tradicional.


3. Adição de Valor Diversificada

Desde mulheres na região amazônica do Brasil organizando cooperativas para a produção de açaí em um negócio de bilhões de dólares até empreendedores africanos criando produtos especiais, a lição é clara: a produção de matéria-prima é apenas o começo. O verdadeiro valor está no processamento, na marcação e no posicionamento no mercado.



O Efeito Multiplicador: Por que Investir em Mulheres Importa

De acordo com a FAO, as mulheres representam cerca de 54 por cento da força de trabalho empregada nos segmentos fora da fazenda dos sistemas agroalimentares da África. Na agricultura em geral, as mulheres contribuem com entre 60% e 80% da mão de obra na produção de alimentos em toda a África. O retorno sobre o investimento é claro: "O empreendedorismo feminino é essencial para promover a diversidade econômica e o crescimento sustentável." Quando as mulheres ganham, elas gastam uma alta proporção de sua renda na saúde, educação e nutrição das crianças, quebrando o ciclo da pobreza," explica Robynne Anderson, Secretária-Geral da Rede Internacional de Agroalimentação.

Apoiar e capacitar as mulheres em áreas rurais tem um efeito multiplicador nos resultados sociais e econômicos, incentivando a sucessão geracional na agricultura.


Construindo Pontes: A Abordagem Kukuza

Na Kukuza Agronegócio, entendemos que a transferência de conhecimento é a ponte entre potencial e realização. Nossos programas são projetados especificamente para conectar e construir relacionamentos entre profissionais de ambos os continentes.


Por que as parcerias Brasil-África funcionam

  1. Desafios Compartilhados: Ambas as regiões transformaram condições agrícolas desafiadoras em oportunidades. A experiência do Brasil em transformar o Cerrado, uma terra árida, em terras agrícolas produtivas oferece lições diretas para os contextos africanos.

  2. Semelhanças Climáticas: Condições tropicais e subtropicais, padrões sazonais de precipitação e desafios na gestão do solo são comuns a ambos os continentes.

  3. Soluções Apropriadas à Escala: Ao contrário dos modelos agrícolas do hemisfério norte que exigem investimentos de capital massivos, as técnicas brasileiras frequentemente priorizam a engenhosidade e a adaptação, sendo perfeitas para contextos africanos.


Nosso Compromisso com as Mulheres no Agronegócio

Nossos programas de treinamento intencionalmente criam espaço para líderes mulheres:

  • Nossos Programas de Imersão: Inclui módulos específicos sobre gestão cooperativa e habilidades de acesso ao mercado onde as empreendedoras podem se destacar.

  • Consultas Individuais: Agendamento flexível e opções virtuais acomodam mulheres que equilibram múltiplas responsabilidades

  • Construção de Rede: Conectando agripreneurs africanos com uma rede de indivíduos experientes que enfrentaram desafios semelhantes

  • Aprendizagem Prática e Prática: Indo além da teoria para a implementação, vendo operações empresariais bem-sucedidas em ação


O Caminho a Seguir: Cinco Ações para um Progresso Acelerado


1. Invista em Treinamento Direcionado Invista em Treinamento Direcionado

Criação de programas que atendam às necessidades específicas das mulheres, incluindo horários flexíveis, compromisso conjugal, apoio à creche e conteúdo que desenvolva tanto habilidades técnicas quanto confiança nos negócios.


2. Reforma do Acesso à Terra e ao Crédito

As políticas devem garantir que as mulheres possam possuir terras, acessar crédito em condições justas e herdar ativos agrícolas. Frequentemente, é necessário muito pouco para fazer a diferença, com injeções de capital tipicamente inferiores a $50.000.


3. Construa Redes Fortes

Conecte mulheres além das fronteiras. Um agricultor de café brasileiro e um processador de macadâmia queniano têm mais em comum do que ambos possam imaginar. Relações intercontinentais e troca de conhecimentos aceleram o progresso.


4. Amplifique Histórias de Sucesso

A visibilidade importa. Quando as mulheres veem outra mulher liderando, elas pensam: "Eu também posso estar lá". Compartilhe histórias, celebre conquistas e crie modelos a seguir.


5. Apoie Cooperativas Lideradas por Mulheres

A ação coletiva multiplica o impacto. As cooperativas dão às mulheres poder de negociação, acesso a melhores preços, recursos compartilhados e sistemas de apoio mútuo.


Junte-se ao Movimento

As mulheres destacadas neste artigo provam que, quando recebem treinamento, apoio e oportunidade, elas não apenas participam da transformação do agronegócio. Elas lideram.

Quando as mulheres prosperam no agronegócio, comunidades inteiras prosperam. A segurança alimentar melhora. A inovação acelera. E a próxima geração de líderes, tanto filhos quanto filhas, vê a agricultura como uma profissão de dignidade, oportunidade e impacto. A revolução já está em andamento. A questão não é se as mulheres vão transformar o agronegócio em ambos os continentes.

A pergunta é: Você fará parte de tornar isso possível?


Pronto para fazer parte desta transformação?

Seja você uma agricultora que busca expandir sua operação, uma cooperativa que procura melhorar os padrões de qualidade, ou um empreendedor pronto para aprender, a Kukuza Agronegócio pode se conectar com você.


📞 Entre em contato conosco hoje:



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